1 - Não se pode ter mais do que se consegue carregar. Afinal, os celeiros fartos pode ser alvo do desejo alheio;
2 - Não transforme a tua felicidade a busca pelo o que te fará infeliz;
3 - Quando tudo estiver certo demais, desconfie!;
4 - Todos somos hipócritas;
5 - Quando realmente tiver certeza de algo, passe a duvidar!;
6 - Um céu lindo pela manhã não significa que o dia correrá bem. Esforce-se!;
7 - Amar ao próximo é o segredo do próprio amor;
8 - Em Deus todas as coisas se completam. Não fique correndo em busca do vento;
9 - Tente ouvir o que está pensando. Barulho demais atrapalha;
10 - A vida é tão incerta. Para quê ficar tentando adivinhar as coisas.
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10 dicas para 2015
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Category 2015, Amor ao próximo, Dica
Até onde vai o teu idealismo?
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Sempre me perguntei até onde vai o meu idealismo. Nunca me dei uma resposta exata. Até mesmo porque não tenho. Mas o que sei é que o meu idealismo deveria ter o sentido de mudanças, de trazer algo novo a esta realidade nojenta em que as pessoas só pensam em se prevalecer das fraquezas alheias e das oportunidades criadas. Questionei-me também o por quê há tantas pessoas nas ruas vagueando sem rumo ou direção? Todos os dias passo pelo mesmo caminho e sigo a mesma rota. Eu tenho um alvo, um objetivo (...) tenho algo a alcançar. Pelo menos eu acho. Às vezes me questiono se é real, mas logo passa. Na verdade, vejo pessoas indo e vindo por todas as partes. Algumas até aparentam ter algo definido...um rumo a seguir. Mas outras demonstram nitidamente que estão procurando algo que nem ao menos sabem o que é. Vejo todas as noites um jovem senhor, pouco mais de 40 anos, sentado ou deitado na parada de ônibus. Isso sempre me incomodou. Certo dia parei e até dei um cachorro quente para que ele comesse. Acho que passou a fome. Voltei outra vez, depois de muito tempo, e dei um agasalho para as noites de frio naquele banco solitário. Apesar de passar muita gente ali, ele sempre está só. Ah! Mas não fui sozinho. Estava com meus pais. Mas foi só isso que fiz. Nada mais! Aquele jovem senhor continua só. Até oro por ele algumas vezes que eu lembro. Mas a fé sem ação é morta, vazia e sem eficácia. Não se pode ter amor à distância, sem cuidado, sem respeito (...) Até permanece a fé, a esperança e o amor, mas o maior deles é o AMOR. Apenas estive refletindo sobre isso. Mas só refleti! Percebo que sempre buscamos mudar a vida alheia, mas não pelo amor ao próximo. O amor que buscamos é o nosso. Trata-se de bem estar (O nosso bem estar). Não queremos sujeira, bagunça ... "Pagamos impostos para quê? Falar (fazer) o amor de Deus? Certo! Trata-se de quanto? Qual o meu salário, comunidade? Quer dizer: o quanto Deus tem falado aos seus corações para garantir meu salário de ministro do evangelho? Ah! Se não tenho ministério não vejo o porquê me sacrificar pelo busca do amor ao próximo. Você não votou em mim? não represento você. Ah! Vagabundo tem que sofrer. Não basta a ajuda do governo ainda temos que ajudar". Blá! blá! blá! ... As mazelas continuam. É culpa de quem? Talvez este pensamento não trate de altruísmo, amor ao próximo ou coisa do tipo. Pensamos em nossas vidas. É uma hipocrisia sem precedentes. Até onde vai o teu (o meu) idealismo? Por que queremos mudar o mundo? É pelo bem estar alheio ou o nosso próprio bem estar? Não tenho nada a ver com isso. De quem é a culpa? Não se trata do jovem senhor sentado/deitado no banco do ônibus das noites frias e madrugadas solitárias. Rotina...trabalho...dinheiro...família... E os outros? Que se lasquem! Isso sufoca! Calem a boca seus vermes! Sumam! Dinheiro não me basta. Quero mais! E eles? Só bosta! Não basta o que o governo faz. Cadê Deus? Muitas igrejas ... muitos cristãos ... muitos políticos ... muitas pessoas de bom coração ... Não basta para essa bosta. Não há mudanças. Aquele jovem senhor vai morrer para dar lugar para o novo morador. E ainda vem com aquela história toda da teoria crítica, revolução e muita paz no coração.
Category Amor ao próximo, Boa Vista, idealismo, Mazela
Era uma vez...
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... Joãozinho e Marieta conversando na praça, parecendo que nada acontecia ao redor deles. Os dois eram bastante amigos e brincavam muito todas as tardes na hora do intervalo da escola.
Certa tarde...
Joãozinho:
- Posso te fazer uma pergunta?
Marieta:
- É bem sacanagem, né Joãozinho? Mas pode sim. Vamos ver o que vem.
(Afinal, toda estória de Joãozinho, tudo pode acontecer)
Joãozinho:
- Oh bicha besta. Nem é sacanagem. Só quero saber o que é a família para você?
Marieta:
- O quê? Perguntinha lesa, hein Joãozinho!?
(Marieta ficou pensativa por um tempo até chegar a seguinte conclusão: "Só sei que hoje se tem um debate bastante polêmico acerca da possível resposta para esta pergunta. Deve ser bem pegadinha do Joãozinho")
Continuou Marieta:
- Família é família, né? Isso é óbvio. Hoje mesmo estava pensando no que me tornei. Só pode ter sido coisa da minha família. Na verdade, o meu pensamento era bem filosófico. Falei em voz alta para mim mesma: "Quem sou eu? "O que eu me tornei?"
Joãozinho: (rindo muito)
- Leseira é isso aí que tu fica pesando. Pensamento mais ridículo, hein! Filosófico? (mais risos)
Marieta:
- Ah... Que nada Joãozinho! É coisa séria. Recordei dos ensinamentos dos meus pais e o modo como foram repassadas todas as coisas. Vejo o quanto a prudência de uma uma pessoa está associada a longos anos de vida que ele tem ou, minimamente, aos conselhos que seguiu.
(Joãozinho ficou quieto um instante)
Joãozinho:
- Até que faz sentido. Tu não é tão lesa assim. (Agora com mais seriedade)
- Eu também estive pensando que tudo que sou é invenção. Sou uma história contada. Um mito. Uma lenda
Marieta:
- Como assim Joãozinho? Tá lelé da cuca?
Joãozinho: (agora querendo parecer um homenzinho, começa a falar)
- Pensa bem, minha querida Marieta! Tu se lembra da tua infância? Não, né?
- Conheceu os avôs dos teus avôs? Duvido muito!
- Esteve junto ao teu avô no período das guerras mundiais? É bem impossível.
- Levou surra na rua da polícia em 1970 ou teve que dormir mais cedo porque não poderia ficar na rua? Rumm...
Marieta:
- Bem....Não tenho muita certeza, mas...
Joãozinho:
- Mas o quê?
- Ah, vêsecalaessaboca#
- Lembra de nada!
- Então, como é que diz que não tem certeza? Deixa de querer inventar as coisas. A única invenção verdadeira é que tu é invenção da tua própria história.
Marieta:
- Como assim?
Joãozinho:
- Tua família é uma história contada. As brigas, as intrigas, os laços e as desuniões são todas construídas. Você não viveu aquilo, mas sabe que se passou. Como é que você? Certamente alguém te contou. Somos todos construídos pela linguagem. O discurso diz muito de quem cuidou de nós... diz muito quem somos. Não se trata se foi verdade ou mentira. Somos por que somos e ponto final.
Marieta:
- Humm...é mesmo Joãozinho. Realmente faz sentido o que tu fala. Apesar de tu não ser inteligente (risos).
- Mas já que diz que somos uma história contada, então deixa eu contar minha história. Não tenho muito a dizer a esse respeito, pois não sou inteligente como você (Marieta estava sendo irônica) mas sei que posso falar de alguns ensinamentos que aprendi com meus pais, pois foi a partir deles que me tornei assim, essa mulher.
Dizia ela:
- As regras que aprendi foram estas:
Certa tarde...
Joãozinho:
- Posso te fazer uma pergunta?
Marieta:
- É bem sacanagem, né Joãozinho? Mas pode sim. Vamos ver o que vem.
(Afinal, toda estória de Joãozinho, tudo pode acontecer)
Joãozinho:
- Oh bicha besta. Nem é sacanagem. Só quero saber o que é a família para você?
Marieta:
- O quê? Perguntinha lesa, hein Joãozinho!?
(Marieta ficou pensativa por um tempo até chegar a seguinte conclusão: "Só sei que hoje se tem um debate bastante polêmico acerca da possível resposta para esta pergunta. Deve ser bem pegadinha do Joãozinho")
Continuou Marieta:
- Família é família, né? Isso é óbvio. Hoje mesmo estava pensando no que me tornei. Só pode ter sido coisa da minha família. Na verdade, o meu pensamento era bem filosófico. Falei em voz alta para mim mesma: "Quem sou eu? "O que eu me tornei?"
Joãozinho: (rindo muito)
- Leseira é isso aí que tu fica pesando. Pensamento mais ridículo, hein! Filosófico? (mais risos)
Marieta:
- Ah... Que nada Joãozinho! É coisa séria. Recordei dos ensinamentos dos meus pais e o modo como foram repassadas todas as coisas. Vejo o quanto a prudência de uma uma pessoa está associada a longos anos de vida que ele tem ou, minimamente, aos conselhos que seguiu.
(Joãozinho ficou quieto um instante)
Joãozinho:
- Até que faz sentido. Tu não é tão lesa assim. (Agora com mais seriedade)
- Eu também estive pensando que tudo que sou é invenção. Sou uma história contada. Um mito. Uma lenda
Marieta:
- Como assim Joãozinho? Tá lelé da cuca?
Joãozinho: (agora querendo parecer um homenzinho, começa a falar)
- Pensa bem, minha querida Marieta! Tu se lembra da tua infância? Não, né?
- Conheceu os avôs dos teus avôs? Duvido muito!
- Esteve junto ao teu avô no período das guerras mundiais? É bem impossível.
- Levou surra na rua da polícia em 1970 ou teve que dormir mais cedo porque não poderia ficar na rua? Rumm...
Marieta:
- Bem....Não tenho muita certeza, mas...
Joãozinho:
- Mas o quê?
- Ah, vêsecalaessaboca#
- Lembra de nada!
- Então, como é que diz que não tem certeza? Deixa de querer inventar as coisas. A única invenção verdadeira é que tu é invenção da tua própria história.
Marieta:
- Como assim?
Joãozinho:
- Tua família é uma história contada. As brigas, as intrigas, os laços e as desuniões são todas construídas. Você não viveu aquilo, mas sabe que se passou. Como é que você? Certamente alguém te contou. Somos todos construídos pela linguagem. O discurso diz muito de quem cuidou de nós... diz muito quem somos. Não se trata se foi verdade ou mentira. Somos por que somos e ponto final.
Marieta:
- Humm...é mesmo Joãozinho. Realmente faz sentido o que tu fala. Apesar de tu não ser inteligente (risos).
- Mas já que diz que somos uma história contada, então deixa eu contar minha história. Não tenho muito a dizer a esse respeito, pois não sou inteligente como você (Marieta estava sendo irônica) mas sei que posso falar de alguns ensinamentos que aprendi com meus pais, pois foi a partir deles que me tornei assim, essa mulher.
Dizia ela:
- As regras que aprendi foram estas:
1 - Peça sempre benção dos seus tios, pois é sinônimo de respeito;
2 - Quando estiver sentada e chegar uma pessoa mais velha, levante-se e dê o assento;
3 - Diga sim senhor e sim senhora para as pessoas;
4 - Melhor dividir o que tem do que comer sozinho e faltar para os outros;
5 - Não aceite presente de estranho. Alguma coisa há de errado;
6 - Estudar é o melhor caminho. Tu não tem cara de quem quer cavar vala;
7 - Nunca se meta em confusão alheia;
8 - Melhor se afastar de uma confusão para não sobrar para ti;
9 - Se alguém te bater, não revide. Apenas venha para casa. Vai procurar confusão na rua porquê?;
10 - Nunca roube;
11 - Não ande com má companhia. "Quem anda com os porcos, farelos come";
12 - melhor chegar cedo em casa do que correr perigo na rua. Além disso, essa casa é minha, portanto quem manda aqui sou eu...rs;
13 - Sempre vai ter alguém querendo te derrubar. Então nunca conte tudo para os outros. Ninguém tem amigos;
14 - Nunca diga tudo que vai fazer;
15 - Jesus é o caminho a verdade e a vida, ninguém chega ao Pai senão por Ele.
15 - Jesus é o caminho a verdade e a vida, ninguém chega ao Pai senão por Ele.
...
um minuto de silêncio...
Joãozinho:
- Sábias palavras dos seus pais Marieta. Mas isso não tem haver com sua história de família.
Marieta:
- Tem sim. Deixa de ser burro. Afinal a história contada é difícil dar cortada.
(Joãozinho ficou sério, virou de costa e foi embora sem dar mais nenhuma palavra. Acho que ficou refletindo sobre quem ele era e os ensinamentos que recebeu de seus pais).
"Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele" Pv. 22.6
um minuto de silêncio...
Joãozinho:
- Sábias palavras dos seus pais Marieta. Mas isso não tem haver com sua história de família.
Marieta:
- Tem sim. Deixa de ser burro. Afinal a história contada é difícil dar cortada.
(Joãozinho ficou sério, virou de costa e foi embora sem dar mais nenhuma palavra. Acho que ficou refletindo sobre quem ele era e os ensinamentos que recebeu de seus pais).
"Educa a criança no caminho em que deve andar; e até quando envelhecer não se desviará dele" Pv. 22.6
Category Amor ao próximo, Deus, ensinamento, estória, pais
PARTE II - O Insight em: "Peido meu, cheiro seu".
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... olhei de repente em uma visão tridimensional e percebi também que todos ali contemplavam a presença daquele senhor sem graça, sem raça, sem cor... Ele talvez si considera-se importante, mas para mim não era. O fato é que em nenhum instante, no tempo em que permanecemos naquele local, "o senhor de alta classe" tivera um instante para si. Os bajuladores, puxa-sacos, cheiradores de peido não arredavam de perto. A vida privada daquele senhor desceu pelo ralo na mesma privada que perdeu sua privacidade. O pior é que ele mesmo deveria saber que os seus odores já não mais o pertencia. Agora o cheiro ficava por conta daqueles que deixaram suas vidas e privaram-se de si mesmos para adentrar na privada alheia...ops! Quero dizer, na privacidade alheia... alheia àquele senhor...alheia a todos. As pessoas passaram a entregar-se a si mesmas. Dai então percebi que meu insight não se tratava de uma nova ideia, mas de compreender a natureza daquele cargo e a insignificância das pessoas frente ao poder. Para aqueles senhores, assumir o mais alto patamar significava, acima de tudo, que a lógica individualista do sistema era complementada pela socialização das privacidades. Não se importavam com suas vidas porque já a tinham perdido em troca das migalhas das farras e dos prazeres da "alta classe". Naquelas alturas não se reivindicava mais o seu canto para si mesmo, já que no fim das contas o que prevalece mesmo é o objetivo principal do cargo ou do poder de quem o assume. Assim, se queres realmente sobreviver que seja pela relação "natural" da nobreza que estabelece o "peido meu, cheiro seu".
PARTE I - O Insight em: "Peido meu, cheiro seu"
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Sabe... realmente um insight só pode acontecer de uma hora para outra e no momento certo. Não é algo banalizado que se encontra em toda esquina. Afinal, não se tem boas ideias a qualquer tempo. Temos que ser ou estar motivados. Na verdade, já sabia disso. Mas depois de ontem isso apenas me confirmou mais ainda. Isso por que ontem foi um dia desses.
Era um dia aparentemente "normal", mas como não existe normalidade sem loucura e nem loucura que seja anormal, estávamos todos felizes...rs Quero dizer... era um dia festivo. Estava eu e minha família em comemoração a uma vitória do tipo acadêmico intelectual. Daí decidimos ir à peixada com a intenção de comer um escabeche. E realmente fomos! Lá chegando, pedimos prontamente três pratos: dois escabeches de dourado e um de tambaqui. Tudo estava "normal"; era muita diversão. Ríamos muito. Já ao fim da comilança observamos uma movimentação estranha no ambiente. Parecia que alguém muito importante ia chegar àquele local. Digo, uma alta autoridade somente, já que as pessoas mais importantes estavam comigo (meus pais, meus irmãos, meus cunhad@s, um amigo e minha linda namorada. Ah! Faltou apenas um irmão, um cunhado e uma cunhada, mas beleza!). Fiquei olhando atentamente para tudo o que acontecia. De repente no mais que de repente percebi que se tratava da chegada de um "ex-alguma coisa". Já com os olhos fitados, agora como uma lente de um paparazzo, fiquei atentamente a observar o que acontecia com aquelas pessoas que o acompanhavam. Tinha alguns seguranças e muita gente ao seu redor. Acho que era os bajuladores. Chamou-me a atenção é que se tratava somente de homens. Aquilo era sufocante para aquele senhor! Em passos apertados, sem muito espaço, seguia intrépido, enquanto que uma comitiva o rodeava. Parecia que não tinha mais vida. Seguia constante até alcançar sua mesa. E numa insistência deplorável os seus bajuladores o cercavam. Não arredavam o pé dali. Percebi que a vida privada ou mesmo na privada daquele senhor deveria ser horrível...
"veja com o olhar de uma criança"
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Sempre ouvi dizer da boca alheia que temos que voltar a ser criança para enxergarmos melhor o mundo real e deixarmos para trás o modo como o projetamos. Isso, ao meu ver, é bastante desafiador.
Ontem mesmo pensei sobre esta máxima e nas implicações que teriam para todos que tomassem esta atitude.
Questionei-me o que há de tão especial na atitude de uma criança a tal ponto que levaria as pessoas a crer que a infância tem seu lado positivo.
Questionei-me o que há de tão especial na atitude de uma criança a tal ponto que levaria as pessoas a crer que a infância tem seu lado positivo.
Na verdade, tal questionamento surge proporcional ao meu ceticismo exponencial. Percebi que parte desse pensamento se perdeu em meio a má interpretação das pessoas quanto à máxima: "veja com o olhar de uma criança".
Imaginemos o quanto seria interessante, intrigante ou mesmo irritante enxergar como todas as coisas foram criadas a partir desta perspectiva. Quais seriam as respostas para as perguntas vindouras: De onde vem...? De onde vem a comida? de onde vem o leite?...
Como seriam de fato as pessoas que tem esse olhar? Até visualizo adultos crianças com suas criancices, deixando de lado a infância (sentido natural do ser humano).
Aí o que ocorre é termos crianças adultas sendo cuidadas por adultos crianças. Uma infantilidade perdida em meio a criancices desajeitadas. Pessoas "infantis" sem infância. Perde-se a inocência do olhar infantil.
Como seriam de fato as pessoas que tem esse olhar? Até visualizo adultos crianças com suas criancices, deixando de lado a infância (sentido natural do ser humano).
Aí o que ocorre é termos crianças adultas sendo cuidadas por adultos crianças. Uma infantilidade perdida em meio a criancices desajeitadas. Pessoas "infantis" sem infância. Perde-se a inocência do olhar infantil.
O bom seria é se houvesse a racionalidade de uma criança adulta alcançando a "infantilidade" das criancices adultas. Correr, brincar, sorrir e pintar seriam formas de combater o "olhar infantil infantilizante".
Conhecimento para quê?
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Tudo começou no início de minha redundância irritante, ao leve embalo pendular daquela bela rede verde clara pendurada na varanda da minha casa (sítio). Enquanto seguia de um lado ao outro, meio que de maneira sincrônica, curtia o ócio que me restava do ido fim de semana. Era momento de reflexões bobas e sem nexos. Foi aí que me fiz perguntas tão óbvias que até mesmo o Wikipédia poderia responder. Mas estava determinado em sair do mais do mesmo que me aprisionava. Era um exercício doloroso e sem sentido.
Perguntei-me para que servia o conhecimento? Já sabia que apesar da existência de um padrão preestabelecido acerca das possíveis respostas para este assunto, não me intimidei em perguntar.
Fiquei pensativo e cheguei a conclusão que nunca encontrei resposta realmente convincente que pudesse pacificar esta reflexão.
"Sei" de poucas coisas nesta vida. Na verdade, não sei praticamente nada. Mas dizem as vozes berrantes que as pessoas tendem a buscar sempre o melhor para si. Assim, com os anos que se vão nessa busca incessante, este traz como consequência precípua a experiência que ela produz. É nesta experiência que o conhecimento aparece.
Foi daí que percebi que a titularidade do saber é desterritorializada. Cada pessoa possui algum conhecimento onde quer que esteja. É simples assim!
Foi daí que percebi que a titularidade do saber é desterritorializada. Cada pessoa possui algum conhecimento onde quer que esteja. É simples assim!
Fiquei meio confuso com este elemento tão óbvio que aparecia. Foi nesse exato momento que percebi que o problema todo sobre a serventia do conhecimento estava em sua inutilidade.
Inútil por não trazer em si o bem comum. Senti que esse fim surge apenas como bandeira no mais alto mastro. Apenas uma bandeira que desce pelo ralo da imensidão azul quando engrandece e enaltece meros mortais.
Tive uma visão, enquanto refletia, e avistei barros modelados que se sentiam superiores uns aos outros sem nenhum diferencial. Diziam estes que eram melhores por que sabia sobre o saber. Inferiorizavam-se a si mesmos.
Em minha redundância irritante e paradoxal percebi que o conhecimento desconhece as pessoas. Ninguém é igual a si mesmo, mas sua igualdade não reconhecia que se sabia de tudo.
Na ignorância do saber, apenas se sabia que era melhor não se igualar aos demais para não saber que o conhecimento é inútil quando não serve para todos.