Conhecimento para quê?


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Tudo começou no início de minha redundância irritante, ao leve embalo pendular daquela bela rede verde clara pendurada na varanda da minha casa (sítio). Enquanto seguia de um lado ao outro, meio que de maneira sincrônica, curtia o ócio que me restava do ido fim de semana. Era momento de reflexões bobas e sem nexos. Foi aí que me fiz perguntas tão óbvias que até mesmo o Wikipédia poderia responder. Mas estava determinado em sair do mais do mesmo que me aprisionava. Era um exercício doloroso e sem sentido.
Perguntei-me para que servia o conhecimento? Já sabia que apesar da existência de um padrão preestabelecido acerca das possíveis respostas para este assunto, não me intimidei em perguntar.
Fiquei pensativo e cheguei a conclusão que nunca encontrei resposta realmente convincente que pudesse pacificar esta reflexão.
"Sei" de poucas coisas nesta vida. Na verdade, não sei praticamente nada. Mas dizem as vozes berrantes que as pessoas tendem a buscar sempre o melhor para si. Assim, com os anos que se vão nessa busca incessante, este traz como consequência precípua a experiência que ela produz. É nesta experiência que o conhecimento aparece.
Foi daí que percebi que a titularidade do saber é desterritorializada. Cada pessoa possui algum conhecimento onde quer que esteja. É simples assim!
Fiquei meio confuso com este elemento tão óbvio que aparecia. Foi nesse exato momento que percebi que o problema todo sobre a serventia do conhecimento estava em sua inutilidade.
Inútil por não trazer em si o bem comum. Senti que esse fim surge apenas como bandeira no mais alto mastro. Apenas uma bandeira que desce pelo ralo da imensidão azul quando engrandece e enaltece meros mortais.
Tive uma visão, enquanto refletia, e avistei barros modelados que se sentiam superiores uns aos outros sem nenhum diferencial. Diziam estes que eram melhores por que sabia sobre o saber. Inferiorizavam-se a si mesmos.
Em minha redundância irritante e paradoxal percebi que o conhecimento desconhece as pessoas. Ninguém é igual a si mesmo, mas sua igualdade não reconhecia que se sabia de tudo.
Na ignorância do saber, apenas se sabia que era melhor não se igualar aos demais para não saber que o conhecimento é inútil quando não serve para todos.

4 Responses to “Conhecimento para quê?”

  1. Unknown says:

    Verdade! Muito bom seu texto. Gosto de como escreve.

  2. Unknown says:
    Este comentário foi removido por um administrador do blog.
  3. Unknown says:

    Você escreve muito bem amigo parabéns.

  4. Unknown says:

    Você escreve muito bem amigo parabéns.

Com que frequência você costuma ler um texto com mais de 15 linhas sem interrupção?